Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

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Bastos
Publicada em 25/10/16 as 19:03h - 1142 visualizações
Bastense, pede colaboração para projeto que ajuda refugiados em São Paulo.

Daiany Soares (Colaboradora SEC)


Crianças refugiadas, atendidas pelo projeto em São Paulo  (Foto: Divulgação )

Ariany Esteves, nascida e criada em Bastos, hoje moradora de São Paulo, junto com um amigo Ngandu, desenvolvem juntos um trabalho social que tem por meta ajudar as crianças refugiadas a se sentirem em "casa" em um país totalmente diferente ao de origem.


Ngandu, contou para a nossa reportagem como veio parar no Brasil e o que fez desenvolver este projeto em São Paulo "Meu nome é Omana Kasongo Ngandu Petench e sou refugiado da República Democrática do Congo. Comecei a ter complicações com meu país depois de notar certas coisas que me incomodavam bastante. O jeito como o governo tratava as mulheres, por exemplo. Assim como os sequestros diários e recrutamento de crianças pelas milícias para a guerra. Fui perseguido por defender os Direitos Humanos e as Mulheres e escolhi o Brasil para viver com a minha família. Atualmente, sou professor de francês no Langue Française Et La Culture Africaine Au Bresil (LfcaB), em São Paulo e com a minha renda, estamos montando um Centro Cultural para Crianças Refugiadas com a finalidade de oferecer a essas crianças a oportunidade de trocar informações sobre seu país, por meio da música, teatro, atividades artísticas e educativas. "

Omana Kasongo Ngandu Petench responsável pelo projeto 

Ngandu, fala ainda sobre o choque cultural que as crianças refugiadas passam quando chegam no país "Muitas crianças levam um choque cultural quando chegam ao Brasil, vivem um momento de confusão, tendo dificuldades a habituar-se. Nossa meta é integrar as crianças nesse país sem perder suas origens culturais. Com um financiamento coletivo, estamos conseguindo recursos para finalizar nosso projeto. " Ainda pede colaboração para que o projeto continue caminhando, "Contamos com a sua ajuda, pode ser lápis de cor, giz de cera, cadernos, toda e qualquer ajuda é bem-vinda, na nossa página, temos um link ttps://www.kickante.com.br/campanhas/centro-cultural-para-criancas-refugiadas, para quem quiser colaborar com o financiamento coletivo com dinheiro, o valor mínimo é de R$ 10,00. O link estará disponível até 01 de novembro deste ano.


Cerca de 50 milhões de crianças vivem distantes de seus países ou cidades de origem, de acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef). E no Brasil essa realidade não é diferente.


Omana Dando aula no projeto 


O local pretende promover uma troca entre as crianças, com aulas de música, teatro, dança, entre outras atividades. "Na cidade, há muitas famílias de refugiados com filhos pequenos e percebo que falta apoio para o desenvolvimento sociocultural dos meninos e meninas. O objetivo do centro é integrá-los a seu novo país, sem perderem suas identidades", ressalta Petench.


Ariany, estudante de Direito na PUC, nos conta que mesmo quando morava em Bastos, sempre gostou de ajudar as pessoas que precisavam, e quando foi morar em São Paulo esse desejo só aumentou, com a amizade de Ngandu, percebeu que poderia colocar em prática tudo que sempre acreditou.


Ariany Esteves, bastense apoiadora do projeto 


"No atual contexto político e econômico, as desigualdades sociais estão aumentando paulatinamente e depende de nós fazermos a diferença. Nascida e criada da cidade de Bastos, sempre procurei fazer o possível para diminuir as divergências sociais existentes. Quando vim a São Paulo, deparei-me com uma realidade excludente e meritocrática, a cidade coloca à margem todos os sujeitos que nela não se enquadram (indígenas, refugiados, pobres, entre outros). Estando em um ambiente acadêmico, pois sou estudante de Direito da PUC-SP, conheci Omana Petench Ngandu que é refugiado do Congo e trabalha com demais refugiados de São Paulo. Nesse sentido, participando ativamente como voluntária do projeto, sinto-me na missão de contribuir de maneira efetiva para auxiliar essas crianças refugiadas em nosso país, proporcionando bem-estar social e qualidade de vida". Ressalta a estudante.

Crianças refugiadas, atendidas pelo projeto em São Paulo 


E e ainda solicita para as pessoas de Bastos e região que se solidarizem com o projeto; "Peço encarecidamente para quem poder ajudar, doando caixas de lápis de cor, giz de cera, tintas, cadernos, ou mesmo com dinheiro pelo site que Nngandu criou, toda ajuda é muito bem-vinda, essas crianças precisam se sentirem acolhidas em nosso país. O Brasil é nosso e agora deles também. Minha família ainda mora em Bastos e quem for ajudar pode entrar em contato com meu pai, o nome dele é Ademir, o número de contato é (14) 99757 7059. Eu, o Ngandu e todos os refugiados que encontram abrigo aqui no Brasil, agradecemos ao Jornal Evolução por nos dar espaço numa causa tão nobre. E a todos que já colaboram com o nosso projeto. Muito obrigada. "


Daiany Soares 


 




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