Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

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Bastos
Publicada em 20/06/16 as 11:31h - 474 visualizações
CASAS ABANDONADAS SÃO POSSÍVEIS CRIADOUROS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI EM BASTOS
Latas abertas, fezes de pombos, indigentes e usuários de drogas podem ser encontrados nas residências abandonadas da cidade

Sistema Evolução de Comunicação


 (Foto: Sistema Evolução de Comunicação)
Em tempos de dengue, chikungunya e zika vírus, a população fica mais cuidadosa com a limpeza dos quintais, se cobra mais, e cobra os vizinhos também. 
Todo mundo faz sua parte para a melhoria da sociedade, afinal ninguém quer ficar doente por conta de água parada ou sujeira no quintal de casa, certo? 

A redação do Jornal Evolução recebeu algumas denúncias de casas abandonadas em Bastos, que são possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti e muitas vezes, segundo relatos de vizinhos, são usadas como ponto de uso e venda de drogas, prostituição e, em alguns casos, moradores de rua pernoitam dentro delas.

 As casas estão em total abandono: vidros quebrados, mato grande, vasilhas com boca para cima, muito lixo doméstico e entulhos configuram a situação de descaso com a vizinhança. Pelo o que podemos apurar, as casas abandonadas são frutos de heranças, e os proprietários não moram mais em Bastos, portanto o processo depende de inventários, em que todas as partes beneficiadas precisam estar presentes em um cartório para assinar o documento de posse da propriedade. 

Uma das vizinhas, dona Ana Maria, relata que à noite tem muito medo. "Já sou de idade, moro sozinha, às vezes escuto barulhos vindo da casa ao lado, tenho medo de entrarem no quintal e fazerem alguma maldade comigo, já chamei a polícia várias vezes", conta. Janaína Costa, outra moradora, disse que já denunciou várias vezes para Vigilância Sanitária, mais ninguém nunca fez nada. "Sempre ligo na Vigilância e eles sempre dão a mesma resposta: 'vamos passar por aí e ver o que podemos ajudar', só que eles nunca passam. Eu tenho um filho pequeno, morro de medo dele contrair alguma doença". 

Fábio Ricardo, também morador da redondeza, diz que já pegou dengue e que tem certeza que a casa abandonada é criadouro. "Aliás, em casa todo mundo teve dengue, a gente cuida do quintal, está sempre limpo, sem água parada, sem lixo acumulado, tenho certeza que o mosquito que picou a gente veio da casa ao lado", diz. 


O que também preocupa os moradores vizinhos desses imóveis abandonados é a quantidade de pombos, que transmitem doenças. "Uma delas é a criptococose, que é causada por dois tipos de fungos presentes em fezes de aves: Cryptococus neoformans e Cryptococus gatti", explica a coordenadora do Núcleo de Epidemiologia do Hospital Universitário de Londrina (HU), a médica sanitarista Josemari de Arruda Campos. A doença mata até 30% dos pacientes. Pessoas imunodeprimidas, como portadores de HIV ou pacientes em tratamento de câncer, são mais suscetíveis à doença, de acordo com o médico infectologista do Hospital de Clínicas da UFPR, Flávio Telles. 

O que podemos fazer para tentar combater esses transmissores de doenças é cuidar do nosso quintal, não deixando água parada e nem alimentar pombos ou outras "aves de rua". A redação do Jornal Evolução tentou contato com os responsáveis da Vigilância Sanitária, porém os mesmos não foram encontrados. Sabemos que ainda não existe vacina ou medicamentos contra dengue e outras doenças transmitidas pelo aedes. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. 

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

 Daiany Soares  

 












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