Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

Buscar  
Bastos
Publicada em 29/04/16 as 13:55h - 1071 visualizações
BASTENSES COMEÇAM A SENTIR A CRISE NO BOLSO
Como a atual crise econômica e política afeta direta ou indiretamente no nosso cotidiano?

Dayane Soares


 (Foto: Sistema Evolução de Comunicação)
A crise financeira e política que o nosso país enfrenta hoje não é segredo para ninguém: inflação em alta, índice de desemprego subindo, manifestações pró e contra o atual governo, ninguém consegue explicar o que de fato está ocorrendo em nosso país. Para se ter uma ideia, o mês de janeiro teve o maior aumento na taxa de desempregados nos últimos quatro anos, já são 9,5 milhões de desempregados no país, e os impactos disso começam a aparecer.

 Diante da atual situação fomos às ruas de nossa cidade para saber como isso nos afeta direta ou indiretamente. A classe que mais sente a crise é a dos trabalhadores assalariados e das donas de casa, que mesmo com toda a dificuldade não pode deixar de comprar o alimento para a família. 

Nos últimos meses produtos básicos do dia a dia do brasileiro, como a combinação de arroz e feijão, sob influência de fortes mudanças climáticas chegará às prateleiras a quase R$10,00 o quilo do grão. Em um bate papo com algumas donas de casa, elas disseram de forma unânime que até para fazer as com‑ pras do dia a dia é necessário criatividade, precisa fazer substituições, por exemplo; se o tomate está muito caro, compra só alface ou pepino, o que tiver mais barato vai para o carrinho.

 E na hora de cozinhar a mesma coisa, é necessário reaproveitar a comida para evitar o desperdício. Dona Rosalva Maria, aposentada com salário rural que não ultrapassa R$1.100,00, relatou que está tudo muito difícil, tudo muito caro: "Se for no mercado hoje as mercadorias são um preço, quando volto na semana que vem o valor já está maior e a quantidade da mercadoria menor, tentamos muito economizar, mais não podemos passar fome! Tudo sobe, menos o nosso salário". 

Os homens também reclamam da alta da gasolina, para se ter ideia em meados de fevereiro o litro chegou a quase R$4,00 - um preço muito alto para um dos maiores produtores de petróleo do mundo, e todos os seus derivados tiveram aumento considerável, a alta chegou até no carvão. Lucas de Oliveira, cliente de um dos postos de gasolina da cidade, afirmou que antes da alta da gasolina não se preocupava em encher o tanque do carro. "Agora eu penso duas, três vezes antes de ter que abastecer, aumentei minhas idas ao posto, porém diminui a quantidade de litros abastecidos. Agora ando a pé, virei ciclista, tudo para tentar economizar, andar de carro só se for em caso extremo", conta. 

No início do mês de abril, o governo já autorizou um aumento de 12,5% em todos os medicamentos. A senhora Ana Maria da Silva disse que é muito difícil manter a compra de todos os medicamentos de que faz uso contínuo, porque o salário mínimo não aumentou e todo resto aumentou. "A gente vai na farmácia para comprar o remédio e não tem dinheiro, e os funcionários da farmácia nos orientam a procurar o posto de saúde; no posto eles não têm re‑ médio, não têm educação, dizem que não podem fazer nada", relata. 

Segundo alguns comer‑ ciantes locais a margem de inadimplência comparado com o primeiro trimestre de 2015 teve um aumento de 17%. Eles culpam a atual situação político-financeira do país, e afirmam que está longe de chegar ao fim esse impasse. Relatam ainda que talvez 2017 seja outro ano muito difícil para os brasileiros. 

O gerente de uma rede de lojas de móveis de Bastos que quis manter o anonimato disse que desde o início do ano vem fazendo promoções com até 70% de desconto nos produtos de mostruário e nem assim com preço tão abaixo do mercado os clientes estão comprando.

 Os brasileiros estão com medo do cenário atual. Karen Almeida da Silva, autônoma que trabalha com serviços de beleza a domicílio, relatou que perdeu muitas clientes. "Elas preferem fazer sozinhas ou trocar, uma amiga faz na outra e vice-versa, quase um clube da Luluzinha, elas mesmas relatam que o trabalho não sai tão bom quanto o meu, mas em época de crise é necessário economizar", diz. 

Uma dona de loja de roupas que não quis se identificar disse que a culpa dessa incerteza é dos brasileiros que não sabem votar ou que, pior, trocam os votos por necessidades imediatas: "Tem brasileiro que troca voto por uma cesta básica, aí eu pergunto: o que vai comer no resto dos quatro anos de governo? Não aprendemos a votar, não aprendemos a lutar pelos nossos direitos, e não aprendemos a nos manifestar. Isso que está acontecendo é carnaval fora de época". 

Como a crise politica e econômica tem afetado a sua vida ?
Deixe seu comentário:





Deixe seu comentário!

ATENÇÃO: Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Hora Certa
Parceiros

Fan Page

Colunistas

Coronel Camilo


Raní de Souza

A Desconexão da Criança Com o Mundo da Leitura


Américo Ribeiro Magro

Licitações pública s e o ovo da serpente


Nelson Kobayashi Jr

O FECHAMENTO DA ESCOLA E O LABORATÓRIO QUE CRIOU A DOENÇA E VENDEU A VACINA.


Alexandre Taniguti

Meu melhor natal


(14) 99721 7253

Videos
Festa do ovo - Primeiro dia Entrevistas Festa do ovo 2015 Festa do ovo parte 03
Publicidade Lateral
Evolução - (14) 9 97217253
Copyright (c) 2017 - Sistema Evolução de Comunicação - Todos os direitos reservados