Raní de Souza

ranidesouzapf@gmail.com

Escritor, Palestrante, Pesquisador na área da Filosofia e Diretor da Comunic Assessorial Editorial. Fanpage facebook.com/ranidesouzaescritor Instagram @ranidesouzapf


Publicada em 01/03/2017
A Desconexão da Criança Com o Mundo da Leitura

por Raní de Souza

Google Imagens.

Sob um olhar externo, vejo todos os dias, crianças em contato com obras infantis. Ao mesmo tempo que tentam se conectar, parecem se distanciarem.

Ao falar assim, parece um grande enigma a ser resolvido, mas é bem simples. Trabalho vendendo palavras, ou seja, livros. Atendo público com o mais variado gosto literário.

Mas quando se trata de criança, o ambiente muda totalmente. Se você gosta de ler, é porque teve liberdade para se conectar com diversas obras literárias possíveis quando era pequeno (a), caso ao contrário lê porque é preciso ou porque aprendeu mais tarde que ler é muito bom e amplia seus conhecimentos.

Ao atender crianças no ambiente literário onde atuo, vejo elas se encantarem com os mais variados livros do seu universo, e o que me chama a atenção é a intervenção dos pais ou responsáveis diante da escolha da criança.

Observo muitos pais tirarem a liberdade delas se conectarem, interagir com os livros, dar um tempo no ambiente para que elas viagem pelo mundo dos livros. A pressa, a rotina caótica, o estresse do dia-a-dia faz com que os pais deem pouca importância para este momento tão crucial na vida da criança em formação, o fazem por status social, é o que consigo enxergar no fundo a ação deles, fazem essa prática para ter algo para dize de si mesmo aos outros de seu convívio social.

Uma criança que entra com os pais, em um espaço de leitura, para adquirir livros, nas condições que citei no parágrafo acima, torna se uma leitora frustrada e é aí que mora o perigo. Observo muito essa situação quando as crianças estão escolhendo suas leituras e seus pais interveem com explicações negativas sobre as escolhas dos livros que seus filhos fizeram, tomando para eles a responsabilidade de escolha da leitura que o filho supostamente deveria fazer.

No entanto, ao levar a obra para casa, a criança corre o risco de não ler, pois foi forçada a levar uma obra que não tinha interesse, porque seus pais levaram por desejarem que a criança fizesse a leitura, porque acharam graça no design da capa, tirando a livre escolha da criança.

Isso causa uma frustração enorme e uma desmotivação catastrófica na vida da criança, que passará a ler obras escolhidas por terceiros apenas por necessidade, por imposição de terceiros.

Vetar a conexão de uma criança em formação do ambiente literário é negar o direito da criança de poder pensar e imaginar com seu próprio pensamento. Escolher as leituras que ela fará por que gostou do que viu e não do que ela realmente se encantou, é fazer que ela tenha menos atitude, é mostrar a ela que o conhecimento ao invés de ser uma prática prazerosa, passar a ser uma tarefa dolorosa e forçada. Infelizmente vejo pais negativarem e limitarem todos os dias a chance dos seus filhos fazerem uma aliança positiva com o mundo da leitura.






Publicada em 06/01/2017
2017 O ano da Positividade

por Raní de Souza



2016, um ano em que pude observar muitas pessoas pensar e agir e forma negativa em todas as áreas, em todos os setores. Vi pessoas desfazendo negócios, desistindo de novos projetos e deixando de investir por medo do das turbulentas notícias que percorreram todo o país sobre nosso estado de crise econômica.

As pessoas não viviam mais tranquilas suas vidas e não sabia mais o que era viver o que a vida tinha de melhor para oferecer. Acreditavam que a solução era se desfazer de tudo o que podiam e não seguir com seus sonhos em função do suposto caos econômico que o país vinha sofrendo.

Meu olhar sobre tudo isso? Muitas pessoas se deixaram levar pela negatividade dos acontecimentos políticos no Brasil. Desistiram de viver, se esqueceram de abrir os olhos para novas ações, para repensar e criar o novo. Muita gente foi como as ondas do mar, que em uma só sincronia vai para uma única direção, ou melhor, pensam estar se afogando e remam para a beira da praia para ter ou pensarem ter segurança, mas a areia pode estar quente com o calor do sol e queimar os pés. O grande desafio está em ficar dentro do mar, aprender a nadar e sair das fortes ondas.

Meu insight de 2016 e para 2017? O ano que passou foi como se fosse um cursinho preparatório, que nos prepara com grandes desafios para nos fortalecer para um objetivo maior, onde passamos obstáculos e superamos desafios. Este ano será como um vestibular, onde aplicaremos de forma pensada e adequada o que aplicamos de forma inadequada no ano anterior. Será um ano em que faremos diferente, acertaremos onde erramos por pensar e fazer melhor, por já termos passados a grande turbulência anteriormente.

As pessoas não se deram conta disso, que 2016 foi um ano que nos fortaleceu. Muitos de nós, passamos o ano apenas lastimando e reclamando, sem darmos conta que poderíamos aprender com tudo o que passamos. Mas ainda há tempo para mudar nosso pensamento e fazer de 2017 um ano em que aplicaremos a nossa positividade.





Publicada em 30/03/2016
A Ausência Presente: à Família Kazama

por Raní de Souza



A ausência, é uma presença que nos causa dor e nos joga profundamente em uma cadeia solitária. Nascemos e passamos a fazer parte de um mundo concreto onde podemos tocar, sentir, cheirar, olhar, amar, entre tantas outras coisas mais que nós seres humanos podemos realizar, porém quando realizamos todo esse processo, nos apegamos a tudo que enxergamos e que está ao nosso alcance e, sair desse universo talvez não seja tão difícil quanto para quem está próximo a nós que vê a nossa saída. Às vezes, uma saída inesperada, às vezes, uma saída longa e dolorosa.

Essa ausência se torna uma presença em nossas lembranças e em nossos corações, tão dolorosa que recorremos muitas vezes ao silêncio e ao grito da alma. Este grito se transforma em lágrimas, em isolamento total do ser, e quando isso acontece todo o resto do mundo perde o sentido, perde aquela cor viva da vida.

Com a ida do nosso amiguinho Ian Kazama inesperadamente para longe do nosso mundo material, nós amigos e parentes, sentimos uma ausência que nos causa espanto, mas ao sair deste mundo material, ele volta a ser parte daquela energia que equilibra o mundo e vira uma doce lembrança na memória de todos os que conheceram e principalmente dos seus geradores, seus pais, que neste momento, sentem fortemente a dor desta ausência presente em seus corações.

Este, é mais um mistério que o mundo nos coloca, não para desvendá-lo, mas para sabermos que sempre faremos parte do mundo material e transcendental.

Presença

A ausência é a presença que me dói,

É a saudade que me toca,

É a angustia que me acusa.

A ausência é a porta aberta

Que me chama constantemente

Para buscar na memória

Aquele pedaço desprendido

Da minha realidade material.

 

Os meus sinceros votos e sentimentos à Família Kazama!






Publicada em 23/03/2016
A Política no Brasil

por Raní de Souza



O Brasil vive uma crise política muito grave, o que causa um grande desequilíbrio no setor econômico do país. Com isso, a sociedade se divide e vemos que maior parte dos cidadãos brasileiros se mostra indignados diante de tal situação, tanto quem apoia a direita, como da esquerda, mas observando todas essas movimentações, vemos que as pessoas que saem nas ruas para se manifestar ou se mobilizam nas redes sociais, de fato não estão praticando ou pensando de modo correto a política, mas sim colaborando para uma grande guerra civil.

Vemos muitos gladiadores partidários, principalmente nas redes sociais, em que agridem violentamente uns aos outros por defenderem suas ideologias políticas.

A grande questão é: Tomar essas atitudes, de sair nas ruas, bater panelas, pedir a renúncia da presidenta, brigar com as pessoas nas redes sociais por partido político entre outras atitudes imorais, irá resolver o problema da crise tanto política como econômica do nosso país e todos os problemas sociais que enfrentamos todos os dias?

Penso que não. De fato, transformar toda essa situação que está acontecendo na política do Brasil, em ódio e fanatismo partidário, irá apenas provocar em nós mesmos a vontade de praticar a violência como vemos muitos praticar nas ruas e nas redes sociais.

Fazer política, é olhar para todos os projetos implantado no país, analisar o que de fato foi realizado pelo bem comum, em prol da sociedade, dos oprimidos, dos excluídos. Analisar o que realmente o Brasil precisa, se o que necessitamos é de uma guerra civil ou de um acordo de paz entre as lideranças políticas para se fazer um diálogo mais consciente e fundamental para o nosso futuro.

Olhar para aqueles que não alcançou os mesmos direitos que os outros tem, praticar a discussão em grupo a criação de projetos que beneficiam a todos os cidadãos brasileiros. Bater panelas, apenas irá mostrar que elas estão vazias, assim como está a mente de quem as batem, pois não sabem o real significado desse ato.

Pensar política, não é pensar partido, não é pensar em como se fará para derrubar a dirigente do nosso país, não é querer aniquilar aquela que abriu caminhos para a investigação de toda a corrupção que acontece desde a concepção da história do nosso país e que acontece violentamente com liberdade, sequestrando e roubando a nossa dignidade. Pensar política é pensar em todos, é pensar no ser humano.






Publicada em 23/02/2016
A Batalha da Humanidade

por Raní de Souza


Foto: Projeto Passo Fundo - Apoio à cultura.

Hoje começo esta reflexão, questionando. Até onde vai nossa humanidade?

Vemos nossa própria destruição todos os dias, vivemos cheios de atitudes que traga benefício a nós mesmos. Estamos em um século onde as exigências diárias são maiores e o tempo vale o preço de ouro.

Corremos para um lado e para o outro sem saber onde queremos de fato chegar ou o que queremos alcançar. Insistimos em ajuntar bens, comer melhor dos os outros, enriquecer e manter um alto padrão dentro da sociedade.

Nós homens, nos esquecemos de cuidar do nosso próprio corpo, da nossa casa, do outro principalmente. E quando digo outro, não se trata somente de uma pessoa, mas de tudo o que existe neste mundo. Não prestamos a devida atenção ao nosso redor. Sobrevivemos correndo, sempre.

Como disse José Saramago, um escritor português, em sua magnífica obra Um Ensaio Sobre a Cegueira: "Estamos com uma cegueira branca". Onde nossa visão apenas vê, mas não enxerga o que é preciso.

Onde está nossa humanidade para conosco mesmo, para com a natureza, o nosso mundo, nosso planeta? Fingimos cuidar de tudo isso, mas no fundo apenas fazemos o que achamos viável à nossa vontade, à nossa ganancia. Nossas mentes não funcionam mais, a ponto de pararmos alguns instantes para enxergamos o que estamos fazendo conosco mesmos.

Ou nossa verdadeira essência desaparece e nos tornamos estritamente "Máquinas Humanas" como retratou em sua escultura, a escritora gaúcha e artista plástica Sani Vidal no qual ilustra esta reflexão, ou despertamos desse encanto mal e apavorante em que vivemos e façamos a diferença.

Vamos nos questionar. O que o mundo precisa? O que estamos fazendo para que isso aconteça? Como faremos? Por onde começarmos? De que forma agirmos? Quando? E examinando a nós mesmos veremos que tudo já está em colapso e que enfrentar essa jornada, não será fácil. Uma guerra contra nós mesmos, a mais dura e difícil de vencer.






Publicada em 11/02/2016
A Cultura Doméstica e Literatura

por Raní de Souza




Me correspondendo com uma tia que, há muitos anos reside na Europa, especificamente em Drammen na Noruega, um lugar onde a temperatura vai a 20 graus abaixo de zero, onde o frio se faz presente em cada parte, em cada fresta que existe naquele lugar.

Falávamos sobre a cultura das famílias por lá. Argumentávamos sobre a cultura doméstica, a interação entre pais e filhos. Lá as pessoas têm um vínculo maior com a literatura, com os livros, há uma intimidade maior com a arte devido o incentivo desde criança. Os acontecimentos históricos e a identidade cultural que os países europeus tem, contribuiu muito para isso. São nações antigas com uma carga cultural e históricas ricas, om povos que já tinham o espírito literário desde suas concepções.

E quando comentávamos isso, Mônica Kalkanli, minha tia, disse que, os pais europeus têm o gosto em ler para suas crianças quando as colocam para dormir. Contam estórias, cantam canções, e conversam sobre suas origens. Bem, aqui no Brasil, raramente temos isso, o gosto literário ainda se reserva a um pequeno e tímido grupo em que se discute de fato a literatura, a arte, o cinema e a cultura que se tem aqui.

São poucos as pessoas que tem o gosto por fazer alguma produção de cunho literário, de ler algum romance ou até mesmo ler um livro filosófico, isso lá fora é visto desde de muito cedo, além de que as crianças aprendem outros idiomas com muita facilidade e isso já dentro das escolas primárias.

As crianças têm livros até para o banho, isso mostra a preocupação dos pais em querer ver suas crianças adquirirem desde cedo, o desejo de alcançar o conhecimento, pois é o que muda a vida de uma sociedade. Quantos filósofos e escritores europeus mudaram o curso da história de seu país ou contribuíram para a formação de novos talentos e pensadores. Podemos observar e concluir que muitos deles como os filósofos da Grécia antiga Platão e Aristóteles, os franceses Michel Focault e Jean Paul Sartre, os alemães Karl Marx e Nietszche, a pensadora política e filosofa judia Hannah Arendt, entre tantos outros, mudaram o curso da História e a forma de pensar. Mas nós aqui deste lado pouco demos importância a isso e, nos alienamos em falsos discursos soltos pelos sórdidos regentes da nossa sociedade.

Então fica aqui meu pensamento de que os pais brasileiros, deveriam colocar seus filhos na cama, mas neste percurso, se preocuparem em ler algo para eles, é cedo que se aprende, é cedo que se faz a mudança.






Publicada em 22/01/2016
O Sequestro da Criatividade Infantil

por Raní de Souza

Observando vejo com tristeza na alma, onde a criatividade vai se escondendo. Perde o brilho, vai sendo intimidada pela potencialização da nova era tecnológica.

A caixinha de sapato, agora serve somente para o que é aos olhos das crianças, que era no passado não muito distante, cheia de vida e pensamentos infantis, apenas uma caixa de sapatos. O cheiro de terra, provocava na criança uma sintonia fina e invejável. Iam surgindo caminhos e túneis por onde passavam os carrinhos e os bonequinhos de plásticos comprados pelos pais nas bancas de jornais e revistas. As panelinhas enfeitavam o quintal com ramos de flores colhidas no jardim, e as bonecas eram as convidadas a tomarem um chá junto das meninas.

Velhos tempos. Os dias se passaram, as crianças foram se amadurecendo de forma violenta, sendo sequestrada de seu próprio mundo infantil e de sua criatividade natural. Não os culpo, pois foram forçados a conhecerem uma fase que ainda deveria ser deixada para mais tardes. A culpa?

Talvez a inovação tecnológica? A fome capitalista das grandes corporações? As agressivas propagandas que encantam nossos olhos fracos e nossos espíritos consumidores?

Não! A culpa vem dos próprios geradores, pois o cansaço do trabalho, as rotinas escravizadoras consomem os seres humanos que por sua vez, acomodam-se trocando um momento de diálogo ou de uma brincadeira com seus pequenos, por um dia inteiro hipnotizados em um tablete, celular, computador e televisão.

Levada pelo novo, pelo que a tecnologia oferece, sem moderação e sem orientação, a criança vai sendo consumida por estes aparelhos que ao invés de colaborar para sua formação, acaba roubando-lhes a infância. Elas já não mais sabem o cheiro que a terra molhada tem, como construir um caminhãozinho com uma caixa de sapato, não sabem rodar pião, não sabem o que é beber um chá imaginário com as bonecas de pano produzidas por suas avós, não sabem o que é colorir um livro com giz de cera, não sabem o que é lambuzar as mãos com aquelas tintas compradas nas livrarias, não escutam mais as estórias contadas antigamente, não sentem mais a natureza, este por sinal seja talvez a grande perda do ser humano, a natureza, que antes estava junto com a criança se perde, e cresce um jovem e vira um adulto sem importar-se com o mundo em que vive.

Cresce seres humanos mecanizados e escravizados pelos encantos tecnológicos, secos e resistentes a infância. Aos olhos destes, a terra suja e contamina, a caixinha de sapato deve ficar no lugar onde supostamente deveria estar, o pião é coisa do passado e se vai a criatividade natural.

Quando teremos a infância das crianças de volta?






Publicada em 09/01/2016
Brasil, e agora?

por Raní de Souza



Como diria o amigo escritor, Ronaldo A. Poerscke, "lá no serpentário". É assim que posso analisar no que se tornou o planalto em Brasília. Um "serpentário", onde muitas serpentes de diferentes espécies, cada uma com seu veneno, se reúnem e destilam seu veneno.

 Nosso país foi esquecido de fato, e o que interessa apenas neste momento é somente uma gigantesca queda de braço para ver quem fica no poder. O Brasil, uma nação que foi esquecida por todas as bandeiras que o governa, seus cidadãos não mais importam, pois o que vemos é de um lado a insana vontade de ainda continuar no poder, e do outro lado o desejo ardente de derrubar quem lá está.

            Mas coloco aqui uma questão. Do que verdadeiramente nossa nação precisa, de um governo que se enfraqueceu e ainda tenta manter-se no poder a todo custo, ou de um governo que tenta derrubá-lo para tomar o poder e implantar seus métodos? Neste frágil momento em que se encontra nosso Brasil, não seria a hora das bandeiras partidárias deixar de lado suas intrigas infantis e traçar juntos, novos planos para fortalecer essa pátria que, poderia ser uma das mais fortes potências do mundo hoje se no passado ela tivesse sido governada com consciência?

            Me pego pensando, como podemos ser um país rico e forte se nossa política interna não funciona. Lá no "serpentário", encontramos apenas pessoas usando o posto político para se beneficiar, engordar suas contas bancárias e acumular seus bens materiais às custas do dinheiro de cada cidadão brasileiro que deposita lá uma parte do seu trabalho para ver o Brasil para frente, forte e imponente, mas acaba se decepcionando por não ter este retorno.

            Enquanto vemos as cobras destilarem seus venenos e travar uma luta infindável, nosso país perde pontos e caí em um abismo sem fim, onde as possibilidades de investimentos externos se desviam, e os olhares negativos começam a aparecer. Termino então questionando. Até onde vamos? Até quando seremos traídos?






Publicada em 28/11/2015
Ser ou não Ser? Viver ou Sobreviver?

por Raní de Souza

Em meio a podridão da arrogância, se consome o sórdido humano que se afoga em sua impaciência. Sua ganância faz as cores desaparecerem, e tudo fica cinza e sem vida.

Lamenta o tempo perdido sem tê-lo antes consigo, excomunga o próximo e o enxerga como um nada. Sua capacidade de contaminar tudo ao redor com sua destemperança é grandiosa.

                O ser humano contemporâneo perde sua essência e desumaniza-se pelo infecto dinheiro, que compra sua dignidade e sua identidade primeira.

                Parece ser feliz sem mesmo saber o animal irracional por não ser um humano, pois não se corrompe e não traz dano ao Mundo, apenas vive, enquanto nossa espécie se consomem como canibais. É justo para com a vida? Não, pois ela tem que ser vivida e não sobrevivida e nem violentada.

                O ser humano perdeu sua dignidade, o prazer de apreciar o belo do Mundo, ficou em seu sentimento apenas a intenção de produzir mais bens para si mesmo através do exaustivo labor do Outro. Seus momentos de "felicidades" não são mais autênticos, apenas uma camuflagem da sua verdadeira realidade.

Enfim minhas considerações sobre o ser humano de hoje é que, nós, viramos verdadeiras máquinas e, refletimos isso nas gerações que vem depois de nós, com isso logo todos seremos fabricados e não mais gerados.

 

"O que se percebe são pessoas ofegantes e apressadas, sem tempo para receber e sentir a ressonância de sua palavra, quando ela é dirigida a outra pessoa..."

...A aceleração gera velocidade, que é a supressão do espaço e o encurtamento da distância para "ganhar" mais tempo, impedindo o encontro real, o olhar afetivo e a comunicação da "boca ao ouvido".

André José da Costa - Horizontes do Cotidiano


               







Publicada em 03/10/2015
As vozes que não podem se calar

por Raní de Souza



A notícia que vejo agora é a seguinte: "Escola Parque não vai mais fechar."

Fiquei imensamente feliz com a notícia, mas o que me deixou mais feliz e orgulhoso de ser um bastense, foi ver que, o que de fato aconteceu foi pelo esforço, amor, dedicação, comprometimento e envolvimento da população de Bastos na luta pela permanência e continuidade da Escola Estadual Parque das Nações, da qual temos muito orgulho.

O mérito foi de fato de toda a população bastense, que deu voz ao ensino e todos envolvidos com a escola. Não tiramos o mérito de que a gestora da cidade interveio nos diálogos com os representantes do governo, mas isso não teria acontecido se, de fato, os cidadãos especificamente os de Bastos, não tivessem dado vida e voz para uma questão importantíssima.

Bastos pode dizer que: "Teus filhos não foge à luta."

Foram corajosos ao se mobilizarem e enfrentarem uma questão essencialmente importante para todos. Não ficaram apenas servindo como massa de manobra, para servir de números estatísticos a serem divulgados.

Bastos, agora tem mais do que nunca, pessoas que realmente se importam com o futuro das gerações que aí estão, das que virão e que farão a diferença nos espaços que ocuparem.

Chamo a atenção do povo bastense, a não se conter exclusivamente apenas com esta questão, pois isso foi uma das ações políticas que todos desempenharam no decorrer destes dias. Fazer política é isso, é envolver-se realmente e buscar uma solução para os problemas apresentados diante da sociedade.

Mas provoco-os a não se aterem apenas nesta questão da Escola, provoco-os para as demais questões que merecem uma atenção séria e comprometida quanto ao fatores essenciais que uma sociedade necessita. Que, não é o básico como muitos costumam dizer, mas que são de extrema importância, como: a saúde, segurança, gestão públicas, prestações de contas, etc.

O envolvimento da população nestas grandes questões é essencial para que todos tenham uma vida digna de ser vivida. Vamos em frente com nossa luta e militância pelos nossos direitos.

Para finalizar cito uma frase em que colocou o médico e pensador, Sigmund Freud.

"Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste."

 

(Sigmund Freud - 1856-1939)






Publicada em 27/09/2015
A Moral do Ser Humano no Mundo

por Raní de Souza

O que somos nós, seres humanos? Qual é nosso papel no mundo? Somos apenas seres que vivemos para a morte? Apenas passamos neste lugar em que habitamos para dar sentido a ele?

Se damos sentido, damos de forma correta ou de forma que, acabamos com sua identidade? Estas talvez, poderiam ser algumas reflexões que deveríamos fazer, pois, acordamos dia após dia sem percebermos o que acontece conosco e com o mundo em nossa volta. Não damos importância nos pequenos detalhes como uma oportunidade que ganhamos quando abrimos nossos olhos e enxergamos a luz do dia, não enxergamos o brilho que invade o ambiente em que vivemos e nem os sons que deveriam fazer sentido para nós.

Caímos no descontentamento do frenético dia-a-dia, e deixamos o movimento do mundo passar despercebido diante dos nossos olhos, somos totalmente cegos, estamos vivendo para sobreviver diante das nossas próprias ações ruins. Corremos para alcançar mais e mais os bens materiais, corremos para fazer tudo às pressas e acabarmos logo o sofrimento que o trabalho nos causa, na dor que nós mesmos causamos uns aos outros nos contatos diários que fazemos uns com os outros, já a bondade e a gentileza não persevera mais em nossos atos. Então resta dizer que vivemos para sobreviver e alcançar a nossa morte, só assim iremos parar de correr contra o tempo que nós mesmos criamos.

Da última pergunta que fiz no início, digo mais, passamos neste mundo para darmos sentido bom nenhum, pois nascemos e logo entramos no ritmo dos mais velhos, destruindo o lugar em que habitamos, daí surge outra reflexão: Somos um câncer no pulmão deste mundo? Se somos, devemos ser combatidos pela sua fúria, que lentamente nos cobra pela força de sua natureza. Não podemos ser esta doença fatal, pois se o pulmão do mundo não respira livre, nós seres vivos, sucumbimos.

Assim como escrevi há tempo uma poesia, deixo aqui um convite para todos nós refletirmos sobre nós mesmos:

 

 

O Parto do Mundo

Acabaram as estações,
Restaram apenas as datas
Nos calendários quaisquer
Pendurados nas paredes.

Nossa vontade de
Salvar o mundo,
Não passou de meros
falsos desejos.

O lar dos irracionais,
Ruge e vaga,
Perece cair em um vazio
profundo e escuro.

Sobrou somente
Maldade,
As lembranças
Viraram lendas.

           

            _Raniel de Souza - 21-01-2015






Publicada em 27/08/2015
A Evolução da Mulher na Sociedade Machista

por Raní de Souza

Há nos marcos históricos que, o movimento pela emancipação e libertação das mulheres se deu no final do século XVIII, que também foi fortemente marcado pela Revolução Francesa. Em 1790 nasce o pensamento feminista, reivindicando a igualdade de condições entre homens e mulheres.

            Ao longo do tempo a mulher conquistou um importante espaço na sociedade, conseguiu também uma maior independência. Ela conseguiu um lugar onde antes não tinha, veio se destacando de muitas formas positivas, ocupando cargos que antes só os homens ocupavam e tomando cada vez mais o seu espaço de direito no mundo.

Há um tempo não muito distante a mulher não se casava com alguém escolhido pelo pai ou pela família, esse por sua vez de família rica ou de profissão que lhe rendesse uma renda muito satisfatória. A mulher não tinha escolha própria, ela poderia sentir amor sim por outra pessoa, mas isso não mudava o seu destino de casar-se com o parceiro escolhido por seus genitores, após isso, o papel dela era cuidar da família e da casa, vista mais como uma criada do que uma mulher aos olhos da sociedade machista.

O fato é que a mulher sempre teve amor próprio e o desejo de expressá-lo, mas em tempos atrás não era possível. Vejo hoje que, a mulher se tornou autônomas com sua visão de crescer pelos seus esforços e alcançar o topo sem ter que depender da figura masculina para lhe prover e isso é muito bom, mas algumas delas ainda continuam presas em um pensamento apequenado de que elas vão conquistar sua independência conjugando-se com um marido que possui poderes econômicos mito satisfatórios e assim vão deixando de lado o que mais vivifica, o amor por si próprio, pois pensar que, o amor pode ser construído ao longo do tempo depois de ter se estabelecido nesse tipo de visão, é altamente perigoso e arriscado, é certo que haverá fortes tempestades no relacionamento marido e mulher.

A mulher precisa sim se sentir e agir de forma independente, crescer e tomar o seu espaço na sociedade que ainda é muito machista, sem se importar se vai ou não casar-se com um homem rico ou pobre, deixando de lado uma parte que transformar a vida, que é o amor. Vemos muitos homens poderosos em altos cargos, mas queremos ver cada vez mais a mulheres alcançando os postos que antes somente não ocupavam.

A mulher é em sua força física bruta, mais frágil que o homem, mas muito mais forte em seus desejos e, sabe enxergar com uma visão de 360º.





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